Vamos brincar de adivinha?
Eu desperto pela manha bem cedo
Eu resmungo por ter que correr atrás de mim mesmo.
Mais uma dica?
Eu caminho pela mesma trilha durante quase 365 dias por ano
Eu nada tenho.
As horas não passam.
Eu nunca vi o nascer do sol
Nunca paro para observar o que está depois da minha janela.
Eu levo o peso de uma ligeira rotina
Em minhas retinas fadigadas.
Repouso.
As horas correm.
Ainda não sabe?
Me enjaulo em um mundo inexistente,
Onde preciso mover apenas um dedo para ter o que eu quiser a minha frente.
Me deixo dominar pelo que meus olhos vêem.
Nunca ouvi o que seus olhos tem a dizer, mas quero que você ouça os meus.
Me perco em busca da felicidade e caio no abismo da maldade,
Onde tudo aquilo que vi não passou de ilusão.
Eu movo meus dedos e não mudo mais nada.
Minha mente oca de informações, meu coração cheio de silêncio.
Me debruço em minha própria dor e então me recordo do ensejo que tive para sorrir
e de tudo que por acaso
deixei escorrer entre meus dedos.
Volto a despertar.
E depois de sentir tamanha dor,
Depois de perceber o quanto estou sozinho
e servindo de marionete para meus inimigos.
Volto a trilhar o meu singelo caminho,
Resmungo, cansado de correr.
Mergulho em minhas próprias ilusões!
Haha.
Engraçado não é?!
Tolos, riem de si mesmos.
Por: Nathalia Morais.