terça-feira, 26 de novembro de 2013


Caminhando
Em busca de um destino
Carregando em meu peito
Lembranças
De momentos que vivi
De momentos que deveria ter vivido.
Caminhando
Pelo chão raso d'água.
O que vem do alto
De pouco em pouco 
Me deixa pesado.
Olho ao redor 
Todos aparentemente
Na mesma situação que eu.
Andam pelo mesmo chão.
Sofrem o mesmo peso.
Tentam fugir se escondendo
Por detrás de um guarda chuva.
E entre as diversas cores espalhadas pela cidade
Eu.
Estava caminhando.

Por: Nathalia Morais.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

                        
Não tem ordem
Não tem hora
Não tem dia.
Ela apenas chega.
Todos tem a sua vez.
Uns estão na fila de espera
dês do dia do seu
Aniversário.
Outros, não nasceram.
As faces molhadas,
O coração vazio.
Na mente a dúvida,
A esperança de rever um sorriso,
Antes do sol se pôr.
Entre as mentes perdidas
No compasso da vida
Ela chega.
Sem ordem.
Sem hora.
Sem dia.
E de passos em passos
A fila anda.
Enquanto achares que é cedo,
Seu ônibus
Pode ser o próximo a chegar,
Para uma viagem sem rumo.
Mas talvez
Essa seja a única forma
De voltar pra casa.
Ou encontrar uma.
E antes de se afogar
Em um destino incerto.
Viva.

   Por: Nathalia Morais.

Não me pergunte da onde eu tiro minhas forças, 
mas com o raiar do sol surge uma única esperança,
 a esperança de ouvir apenas um: "sim."
E a cada: "eu não tenho" cheio de cinismo, minha alma se entristece.
Então me levanto e começo a caminhar, 
com dificuldade começo a sorrir, 
sem entender muito bem o porque vocês tanto murmuram.
Talvez eu nunca tenha recebido um abraço, 
muito menos ouvido um "eu te amo."
Somente levo em minha alma, o desejo de ter um lugar. 
O coração aperta, o olhar entristecido. 
O estômago vazio,
 e a mente cheia de faltas.
E depois mergulho no álcool 
e vocês ainda querem me julgar?
Sem saber o rumo que irei tomar, 
continuo a caminhar. 
Agora olhando as estrelas 
percebo que nada mudou, 
e isso não me abala, 
pois por mais que seja doloroso cada passo que dou
 com toda a dificuldade que levo,
 consigo sorrir. 
Então deito por ali mesmo, e espero mais um raiar de sol,
 mais uma esperança,
 a esperança de apenas ouvir um: "sim".

  Por: Nathalia Morais.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

           
Vamos brincar de adivinha?

Eu desperto pela manha bem cedo
Eu resmungo por ter que correr atrás de mim mesmo.
Mais uma dica?
Eu caminho pela mesma trilha durante quase 365 dias por ano
Eu nada tenho.
As horas não passam.
Eu nunca vi o nascer do sol
Nunca paro para observar o que está depois da minha janela.
Eu levo o peso de uma ligeira rotina
Em minhas retinas fadigadas.
Repouso.
As horas correm.
Ainda não sabe?
Me enjaulo em um mundo inexistente,
Onde preciso mover apenas um dedo para ter o que eu quiser a minha frente.
Me deixo dominar pelo que meus olhos vêem. 
Nunca ouvi o que seus olhos tem a dizer, mas quero que você ouça os meus.
Me perco em busca da felicidade e caio no abismo da maldade,
Onde tudo aquilo que vi não passou de ilusão.
Eu movo meus dedos e não mudo mais nada.
Minha mente oca de informações, meu coração cheio de silêncio.
Me debruço em minha própria dor e então me recordo do ensejo que tive para sorrir 
e de tudo que por acaso
 deixei escorrer entre meus dedos.
Volto a despertar.
E depois de sentir tamanha dor,
Depois de perceber o quanto estou sozinho
e servindo de marionete para meus inimigos.
Volto a trilhar o meu singelo caminho,
Resmungo, cansado de correr.
Mergulho em minhas próprias ilusões! 
Haha.
Engraçado não é?!
Tolos, riem de si mesmos.


   Por: Nathalia Morais.