terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dormir.
Sabendo que junto ao nascer do sol
Nascerá o início do fim.
Despertar.
Sem esperar,
Que veríamos aquele desejo
Incessante pelo fim,
Escorrendo pelo nosso rosto
Em forma de protesto
Pela vida que nos uniu
E que nos separou.
E minha imensa gratidão 
É apenas um petisco
Pra tamanha fome. 
A noite não é longa o suficiente
Para desaguar o vazio 
Que inundou meu peito.
Dormir.
Sabendo que junto ao nascer do sol
Suicidamos o fim 
Sufocando-o com nosso próprio
Início.

Por: Nathalia Morais. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Refugiado.
Com uma sacola
De plástico
Acima da cabeça,
Lotada de ego.
Uma beleza transparente,
Uma necessidade inexistente.
Mastigando hipocrisia
No estômago da mente.
Abominando atitudes
incensáveis, inesgotáveis.
Vinda de um ser catastrófico.
Expelindo palavras,
Que fluem num esgoto 
cru.

Por: Nathalia Morais.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Engasgado com litros de
Individualidade.
Vomitando lágrimas de 
egoísmo.
Afim de encontrar
O de dentro
Fora.
Esgotando sua atenção
Se esvaziando de amor
Se enchendo de solidão 
Caindo.
Em buraco fundo
Sem luz
Cheio de sentimentos vazios.

Por: Nathalia Morais

quarta-feira, 11 de junho de 2014

É frio
É escuro.
Você segue, ela voa,
Mas continua por perto. 
Impedindo seu caminho,
Em um dia qualquer,
Em um lugar qualquer.
Em meio a tantos passos zerados,
Os olhos se calam.
A mente ouve:
Voe para longe.
O que vem do coração não tem voz,
As asas pesam em cima do ar.
E para longe,
Ela não pode voar.
E antes que possa ver,
Você segue, ela voa,
Mas continua por perto.

Por: Nathalia Morais

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cada sentença é uma corda 
Cheia de nós.
Nós que unem
Nós que separam.
Nós de amor
Nós de ódio.
Nós.
Se reforçam,
Ou se desfazem.
Nós entre nós.
Nós dentro de nós.

Por: Nathalia Morais

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

No banco
No bolso
Na carteira
Na garagem.
Onde você guarda sua felicidade?
No colchão 
No avião
Na mala 
Na cueca.
Em que lugar você leva?
Na exibição
No ego
No orgulho.
Até que ponto tudo isso é oportuno?
Na vaidade
Na ganância
Na grandeza.
Onde está a sua crença?
No bar
Na erva 
Na morte.
Onde você deposita sua sorte?
Sacando sua paz
Depositando seu vício.
E que não seja tarde
Aqui jaz seu destino.

Por: Nathalia Morais

domingo, 12 de janeiro de 2014

Deitar a cabeça no travesseiro
e apenas deitar.
No silêncio, um alvoroço.
As luzes não se apagam.
Devorando gemidos,
almejando resfolegar-se
em meio a tantas incertezas.
Cobiçar um pouco de zelo.
Esgotar-se.
Ainda é cedo para tanto designo.
Meros devaneios conduzidos
 ao vento.
Na intenção de se encontrar
do lado de fora.
E se deparar
com sigo mesmo.

 Por: Nathalia Morais.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Intensidade.
Com os olhos no futuro 
A mente no passado
E o corpo perdido.
Ontem, amanha.
Ano passado, ano que vem.
Entre eles:
Pare, repare,
Abuse, cresça.
Sinta, sorria,
Levante, cante.
Observe,ouça. 
Ame, cuide.
Pense, liberte-se.
Ontem, não existe mais.
Amanhã, não existe ainda.
Seu hoje, só começa 
Quando o ontem acabar.
Só haverá amanhã se o hoje acabar.
Parar de murmurar.
Parar com a maldade.
Um pouco mais de humildade.
E se for muito pra você,
É por que falta
Intensidade.

Por: Nathalia Morais.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Estar.
Poder deslumbrar.
Viver.
Como se não fosse voltar.
Observar.
O que ninguém vê.
A beleza está nos detalhes.
O segredo está longe.
Eles enxergam
A sua frente.
Sentir.
Não é olhar.
O reflexo azul no mar
No horizonte as montanhas pintadas.
Estava lá.
Só bastava
Olhar.

                                                          Por: Nathalia Morais

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Indescritível.
Viver sentimentos e não saber descreve-los.
Ouvir música e por alguns instantes parar o tempo.
Pedir socorro e sorrir.
Encher os olhos d'água 
Não derramar uma lágrima.
Não voltar, mas olhar para trás.
Ficar. Com vontade de correr.
Calar o corpo. Sua alma grita.
Esperar.
Ele sentar-se ao seu lado.
E só esperar.
Surpreender. Ser surpreendido.
Mudar.
Ou ser a mudança.
Notar. Ser notado.
Crescer. Conhecer.
Ou parar de viver.
Indescritível.

Por: Nathalia Morais.