Serafim, homem valenteque cavalgava pelas cidades
E com sua bravura
corre em busca da lei.
Serafim, homem frio
Que pratica a justiça
Sozinho.
Serafim, homem forte
Temido por todos,
Colocando um fim,
Na vida dos malfeitores.
Um dia, Serafim desperta
Numa tarde de domingo
Com barulhos de passos
Pelo seu jardim.
Pega sua arma, e vai
Com bravura e sangue nos olhos
De encontro com o indivíduo
que ousa pisar em suas terras.
Serafim não enxerga bem.
Se aproxima, e sente um cheiro suave.
Ouve um grito de surpresa,
Fino e delicado,
Que faz Serafim tremer,
Seu braço forte ficar mole,
Então observa de perto,
um olhar simples.
Abaixa a arma, e sem graça
Se desculpa, e estende sua mão.
Em seguida, nitidamente
Presencia um belo sorriso.
A moça havia, sem querer,
Caído em seu jardim
Enquanto corria pela ladeira acima.
Ela se vai, e Serafim, entra em casa.
Com uma ponta no coração
Que jamais havia sentido.
O anoitecer se torna insone,
A gula se torna saciedade.
E Serafim, não vive mais por si.
Vai em busca de sua amada
E deixa pra traz, toda a
Justiça e Juízo
Que carregava em sua mala.
Chega na cidade de Bonfim,
E avista, a longe, sua amada,
Nos braços de outro rapaz.
Desolado, pela primeira vez,
Serafim não molha o seu rosto
Com suor.
Deságua a lágrima mais grossa
Que qualquer valente já havia
Desaguado,
e parte.
Será o fim de Serafim,
na cidade de Bonfim?
- Natty Morais