terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Felicidade existe?

Felicidade é um sonho que todos queremos,
Mas nem sempre temos.
A dor da solidão aperta o coração.
Chega a suar a mão

Faço da solidão a minha amiga
Incrível, a gente não briga
Por mais que seja indivisível
A solidão é invisível

Quero sorrir de verdade
Quero acordar mais tarde
Quero aprender com viver
Quero apenas sobreviver

O mundo não é o mesmo, 
Sem ao menos 
ter vivido outro.
Abro os olhos, e penso

Felicidade existe?

Por: Diih Telles (Agradeço por ter me presenteado com esse poema ♥️) 

sábado, 28 de novembro de 2015

Serafim, homem valente
que cavalgava pelas cidades
E com sua bravura 
corre em busca da lei.
Serafim, homem frio
Que pratica a justiça 
Sozinho.
Serafim, homem forte
Temido por todos,
Colocando um fim, 
Na vida dos malfeitores.
Um dia, Serafim desperta
Numa tarde de domingo
Com barulhos de passos
Pelo seu jardim.
Pega sua arma, e vai
Com bravura e sangue nos olhos
De encontro com o indivíduo 
que ousa pisar em suas terras.
Serafim não enxerga bem.
Se aproxima, e sente um cheiro suave.
Ouve um grito de surpresa, 
Fino e delicado,
Que faz Serafim tremer,
Seu braço forte ficar mole,
Então observa de perto, 
um olhar simples.
Abaixa a arma, e sem graça 
Se desculpa, e estende sua mão.
Em seguida, nitidamente 
Presencia um belo sorriso.
A moça havia, sem querer,
Caído em seu jardim 
Enquanto corria pela ladeira acima.
Ela se vai, e Serafim, entra em casa.
Com uma ponta no coração
Que jamais havia sentido.
O anoitecer se torna insone,
A gula se torna saciedade.
E Serafim, não vive mais por si.
Vai em busca de sua amada
E deixa pra traz, toda a 
Justiça e Juízo 
Que carregava em sua mala.
Chega na cidade de Bonfim,
E avista, a longe, sua amada,
Nos braços de outro rapaz.
Desolado, pela primeira vez,
Serafim não molha o seu rosto
Com suor.
Deságua a lágrima mais grossa
Que qualquer valente já havia 
Desaguado,
e parte. 
Será o fim de Serafim,
na cidade de Bonfim?

- Natty Morais



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Entre as cores,
Teus olhos
Se encontram com os meus.
Um sorriso incerto
Que junta teu peito
No meu.
O arrepio na pele
Derruba o medo.
(MUTE)
O tempo deixou de existir.


- Natty Morais

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

E de repente 
O sol da paixão nasce
Com um brilho ofuscante
Trazendo luz pra minha caverna,
Roubando todas as minhas trevas
E levando-as pra longe de mim.
E me vejo dependente desse brilho
Que me cativa 
Devorando minha paz
Fazendo dela, você. 

- Natty Morais

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A maior característica das sentenças
é o singular.
E seu problema
é achar que não precisam do plural
para ter um pretérito perfeito.

- Nathalia Morais.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Aqueça-se.


Almas frias causam


Mau 
         hálito



Por: Nathalia Morais.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Meus terços já estão gastos,
de tanto que rezei
pra você se encontrar e perceber
que o falta em você, sou eu.
E nessa bagunça
Limpei as dúvidas 
Separei as certezas
E as coloquei no lugar.
Deixa pra lá... E quando der,
Mande um sinal de vida 
de onde estiver.

Por: Nathalia Morais.
(Inspirado na música: Deixa pra lá - 5 à seco)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

As vezes a verdade
se esconde no silêncio.
E a falta de palavras
Sufoca-o.
Pra tentar se libertar,
esse silêncio, grita.
Grita, pra calar o grito.
E finalmente,
Gritar.

Por: Nathalia Morais.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quando o carnaval passar,
solidão será a única
a batucar.

Por: Nathalia Morais.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Imprimindo folhas coloridas,
até o cartucho acabar.
Ao despertar do dia, 
Talvez, sem saber,
você imprima uma manhã
preta e branca.
E aos passos rasos do relógio,
nenhuma criança corra
para colori-lo.
Então, ao cair da noite, você desliga.
Ou reinicia, com outro cartucho. 

Por: Nathalia Morais

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Visível.
Delicado e Sensível 
Sutil e Leve. Mal alimentado.
A plateia que observa 
Estranha.
Sorriso e choro.
O rico de rotina que deve gargalhadas.
Na confusão das cartas
as prioridades se decompõe.
A paz entrou em coma,
e não recebeu visitas.
E de lagarta, essa vida entra num casulo
e se tranforma em um.

Por: Nathalia Morais

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Topa?
Eu e você,
Entre quatro paredes 
Curtas.
Apertadas. A luz de velas.
Mas, vai demorar...
Se é que você me entende...
Precisamos tirar os atrasos,
Preciso viajar pra bem longe
e só levo uma parte de você comigo,
Se não, não tiro os atrasos que você 
Me fez.
Topa? 
Deixar pra lá essa bagagem pesada 
que trouxe até aqui?
Abrir essa mala e deixar
Tudo o que estava aprisionado 
Voar. Pra qualquer lugar,
Que fique longe de mim.
Não aguento mais sua teimosia em
Voltar.
Insistir no que não existe mais.
Me mostra seu lado bom,
Quero sentir muito prazer
ao lembrar de você. 
Sentir aquele friozinho na barriga
Aquela vontade de fazer de novo.
Mas antes,
Vem tirar os atrasos, passado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Coração embriagado 
de esperanças.
A mente, cheia de orgulho.
Sábia mente. 
Olhos, debaixo de águas
profundas, que retrocedem.
A aurora trás a lembrança 
De uma noite mal dormida,
E logo, a mente, sábia mente,
esbarra no seu orgulho, derramando-o nos olhos,
que secam, calando as loucuras
De um coração embriagado.
Sem rumo, 
Seu corpo anda quente
Com a alma fria.
Peregrinando.
Meia luz em meio caminho.
Em busca de um som
Que possa exalar
Enquanto caminha, 
Sem rumo.